As Placas de Kinderhook

O que são as placas de Kinderhook?
As placas de Kinderhook são um conjunto de seis pequenas placas de latão em forma de sino (com três polegadas de altura), com inscrições[1], que um grupo de homens — Wilburn Fugate,[BIO] Robert Wiley[BIO] e Bridge Whitton[BIO] — forjou;[2] enterrou em um monte[3] perto de Kinderhook, Illinois; e “escavou”[4] na primavera de 1843. Segundo Fugate, as placas foram fabricadas como uma espécie de pegadinha ou piada.[5]
Como sabemos que elas são falsas?
Um dos conspiradores que participou da fraude, Wilburn Fugate, admitiu em 1879 que elas eram falsas.[6] Testes científicos modernos[7] também confirmaram que a última placa sobrevivente conhecida é de origem moderna, não antiga.[8]
José Smith foi enganado pela farsa?
Provavelmente não. José Smith[BIO] inicialmente se interessou[9] pelas placas de Kinderhook e, segundo relatos, fez uma tentativa inicial de traduzir[10] um dos caracteres pelos meios seculares disponíveis para ele.
Depois, segundo relatos, ele quis que elas fossem autenticadas por um especialista antes de fazer qualquer outra coisa com elas.[11] O dono das placas as pegou de volta, e José nunca mais deu continuidade ao assunto nem as mencionou novamente.[12]
Mas José não fez mais do que um palpite inicial sobre as placas? Ele não tentou mesmo traduzi-las?
Há evidências que indicam que José pode ter tentado traduzir alguma parte das placas,[13] especificamente um caractere. O caractere se parecia com um hieróglifo dos papiros egípcios[14] que ele adquiriu no verão de 1835, e José provavelmente comparou os dois.

O que ele achava que o símbolo significava?
Segundo William Clayton,[BIO] José disse que o caractere “cont[ém] a história da pessoa com quem eles foram encontrados e que ele era descendente de Cam por meio da linhagem de Faraó, rei do Egito, e que recebeu seu reino do governante do céu e da terra.”[15]
Isso corresponde à descrição de um hieróglifo egípcio em forma de barco catalogado em um manuscrito que José Smith pode ter ajudado a compilar[16] em 1835, chamado Grammar and Alphabet of the Egyptian Language. É claro que, como os símbolos nas placas de Kinderhook eram falsos, o caractere que corresponde ao hieróglifo é apenas uma coincidência.
José tentou usar revelação, a pedra de vidente ou o Urim e Tumim?
Provavelmente não. Não há evidência confiável[17] que mostre que José buscou revelação, consultou a pedra de vidente ou usou o Urim e Tumim em sua tradução do único caractere nas placas. As evidências disponíveis mostram que José tentou uma tradução "secular" usando os recursos acadêmicos disponíveis para ele[18].
O Espírito Santo não deveria ter avisado José de que as placas eram falsas?
Talvez? José pode ter sido avisado porque ele parece ter perdido completamente o interesse pelas placas. Ou talvez Deus simplesmente tenha deixado José descobrir isso sozinho.[19]
O que os santos dos últimos dias pensavam das placas na época?
A reação dos santos dos últimos dias ao anúncio da “descoberta” das placas foi positiva, até entusiasmada.[20] Escritores não pertencentes à Igreja SUD também acharam as placas interessantes[21] e em geral presumiram que eram autênticas até a confissão posterior de Fugate.

O que aconteceu com as placas depois que José as examinou?
Depois de 1843, as placas passaram de uma pessoa para outra até que uma delas foi parar na Sociedade Histórica de Chicago em 1920,[22] onde está hoje. O paradeiro das outras cinco placas é desconhecido, e elas provavelmente estão perdidas.
Esse episódio todo não prova que José era uma fraude?
Não, não muito. Parece que José Smith ou achava que as placas de Kinderhook eram uma farsa ou, possivelmente, uma curiosidade antiga genuína,[23] mas ele não deu importância ao assunto. Não existe nenhum “Livro de Kinderhook” nem relatos sobre anjos visitantes ou revelações relacionadas às placas de Kinderhook.
A Igreja não continuou acreditando que as placas de Kinderhook eram autênticas, mesmo em tempos modernos?
Sim. No século XX, elas foram mencionadas algumas vezes em várias publicações da Igreja, mas eram consideradas uma curiosidade histórica e uma possível evidência do Livro de Mórmon[24], e não algo sagrado. Por exemplo, em 1962 a Igreja publicou um relatório argumentando que as placas eram autênticas,[25] e, em 1979, Mark E. Peterson[BIO] escreveu um livro intitulado Aquelas Placas de Ouro!, no qual mencionou as placas de Kinderhook e disse que a maioria dos especialistas concordava que elas eram autênticas.[26] Um ano depois, porém, ficou definitivamente provado por meio de análise científica que elas eram uma fraude.[27]



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